São Tomé e Príncipe regista desempenho recorde na carteira de projetos do Banco Mundial

São Tomé e Príncipe registou avanços significativos na implementação da carteira de projetos financiados pelo Banco Mundial, alcançando uma taxa de desembolso de 43% em 2025, o melhor desempenho da região. Este resultado foi destacado durante a Revisão Conjunta da Carteira de Projetos (CPPR) 2026, realizada nos dias 4 e 5 de março, em São Tomé.

O encontro reuniu representantes do Governo, do Grupo Banco Mundial, da Agência Fiduciária de Administração de Projetos (AFAP), das Unidades de Implementação de Projetos, instituições beneficiária e de parceiros de desenvolvimento, com o objetivo de avaliar o progresso da carteira de projetos e definir medidas para reforçar a eficácia da sua implementação.

Atualmente, a carteira de projetos financiados pelo Banco Mundial em São Tomé e Príncipe integra oito projetos ativos, com um compromisso financeiro superior a 187 milhões de dólares, abrangendo áreas estratégicas como energia, educação, transportes, proteção social, economia digital e ambiente. Estas intervenções têm contribuído para melhorar infraestruturas, ampliar o acesso a serviços essenciais e reforçar a resiliência climática das comunidades.

Durante os trabalhos, foram apresentados os progressos alcançados na implementação do Plano de Ação do CPPR 2025, com a maioria das medidas previstas já concluídas ou em fase avançada de execução. As discussões permitiram igualmente identificar ações prioritárias para reforçar o planeamento dos projetos, melhorar a coordenação institucional e fortalecer os mecanismos de monitorização da carteira.

O encontro culminou com a validação do Plano de Ação CPPR 2026, reafirmando o compromisso do Governo de São Tomé e Príncipe, da AFAP e do Banco Mundial em continuar a fortalecer a gestão da carteira de projetos e a assegurar que os investimentos realizados contribuam de forma concreta para o desenvolvimento económico e social do país.

Durante a audiência, foram igualmente discutidos desafios partilhados pelos dois países, entre os quais a harmonização salarial dos consultores, a implementação de mecanismos de avaliação de desempenho e o fortalecimento da articulação entre órgãos executores e parceiros financeiros, fatores considerados essenciais para o aumento dos índices de desembolso.

O Ministro do Planeamento de Angola classificou a experiência da AFAP como “valiosa” e manifestou abertura para a adoção progressiva de um modelo de centralização fiduciária no país, sobretudo em setores com maior volume de financiamento externo.